Portal da Cidade Igrejinha

TROCA DE EXPERIÊNCIA

Feevale promove o 5º Pitch da Extensão e lança Relatório de Responsabilidade Social 2025

Evento reúne estudantes, professores e comunidade para compartilhar projetos sociais e destacar impacto da Universidade.

Publicado em 27/08/2026 às 15:25
Atualizado em

(Foto: Andrieli Siqueira / Universidade Feevale)

A Universidade Feevale realizou, na última quarta-feira (26), a 5ª edição do Pitch da Extensão, iniciativa organizada pela Pró-Reitoria de Pesquisa, Pós-Graduação e Extensão (Proppex). Aberto à comunidade, o evento aconteceu no Espaço Cosmos, no Câmpus II, em Novo Hamburgo, e proporcionou aos estudantes envolvidos em projetos de extensão a oportunidade de compartilhar experiências e apresentar as ações desenvolvidas junto à comunidade.

A programação também marcou o lançamento do Relatório de Responsabilidade Social 2025, publicação anual da Instituição que reúne as principais atividades desenvolvidas no período, além de indicadores e comparativos de, pelo menos, dois anos anteriores. O documento contempla os temas definidos na Política de Responsabilidade Social da Feevale, evidenciando o compromisso da Universidade com o desenvolvimento social e regional.

Durante a abertura do evento, o reitor da Universidade Feevale, José Paulo da Rosa, destacou a relevância da extensão para a formação acadêmica e para a relação da Instituição com a sociedade. “É uma satisfação muito grande vê-los aqui. Este é um momento extremamente importante para nós, porque estamos lançando o nosso Relatório de Responsabilidade Social, um documento que vem ganhando cada vez mais relevância no âmbito da educação e, especialmente, das universidades comunitárias. A extensão é uma obrigação de uma universidade, assim como o ensino e a pesquisa. Mas nós não devemos entendê-la apenas como uma obrigação institucional. Na Feevale, a extensão é uma prioridade”, afirmou.

Segundo o reitor, os projetos de extensão contribuem tanto para a formação dos estudantes quanto para as comunidades e entidades envolvidas. “É uma prioridade para os nossos estudantes, que têm a oportunidade de participar de projetos que contribuem para seu desenvolvimento e para sua formação profissional e humana. É uma prioridade também para a comunidade e entidades que se beneficiam dessas iniciativas. E é uma prioridade para a própria Universidade, porque aquilo que produzimos no ensino e na pesquisa precisa ter aplicação prática e retornar para a sociedade”, ressaltou.

José Paulo enfatizou, ainda, o papel das universidades comunitárias na transformação social. “É isso que se espera cada vez mais de uma universidade: que ela esteja presente na comunidade, que conheça as suas necessidades e que coloque o conhecimento a serviço da transformação social”, completou.

O pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Extensão, Fernando Spilki, ressaltou que a extensão estabelece uma relação de troca entre a Universidade e a sociedade. “O ensino é, sem dúvida, uma dimensão fundamental daquilo que fazemos. A pesquisa também tem um papel essencial. Mas a extensão é justamente aquilo que nos coloca em diálogo direto com a sociedade, que nos permite compartilhar o conhecimento que produzimos e, ao mesmo tempo, aprender com os saberes e as experiências que existem fora dos muros da universidade”, afirmou.

Para Spilki, manter essa conexão é essencial para que a Universidade cumpra seu papel social. “Se não houver esse compromisso com a sociedade, corremos o risco de transformar a universidade em um espaço voltado apenas para si mesma. E não é isso que queremos. Queremos uma universidade viva, presente, aberta ao diálogo e comprometida com a transformação da sociedade”, destacou.

Experiências que transformam

Entre os estudantes que apresentaram suas experiências durante o Pitch da Extensão esteve Misael Barboza, acadêmico de Jornalismo e participante do projeto Cidade Viva. A iniciativa desenvolve atividades em escolas, abordando temas como racismo, preconceito e violência de forma didática e acessível.

“O alicerce do Cidade Viva parte de uma visão muito simples: acreditamos que uma sociedade mais justa, mais consciente e menos violenta começa, antes de tudo, dentro de uma sala de aula. Desde o ano passado, o projeto vem alcançando diferentes escolas. A gente trabalha diretamente com as escolas ao longo do ano, desenvolvendo atividades relacionadas a temas como racismo, preconceito e violência”, relatou.

De acordo com o acadêmico, uma das características do projeto é a utilização de metodologias que aproximam os conteúdos da realidade das crianças. “Buscamos uma abordagem mais didática, lúdica e acessível, para que as crianças realmente consigam compreender o que estamos discutindo”, explicou.

Misael também destacou a importância de criar, desde cedo, espaços de diálogo sobre diversidade e respeito. “Eu lembro muito da minha própria infância. Quando eu era criança, muitas vezes a sala de aula não tinha espaço para esse tipo de conversa. Não havia tanta abertura para falar sobre diferenças, preconceito, racismo ou sobre aquilo que a gente sentia. E talvez seja justamente por isso que hoje eu acredito tanto na importância desse trabalho”, contou.

Para ele, a transformação social passa pela educação e pela construção de espaços de escuta. “Porque, se queremos transformar alguma coisa na sociedade, precisamos começar cedo. Precisamos criar espaços onde as crianças possam perguntar, conversar, ouvir o outro e entender que as diferenças não precisam nos separar”, concluiu.

Além dos projetos sociais desenvolvidos pela Feevale, o Pitch contou com relatos de estudantes que realizaram intervenções na comunidade por meio da curricularização da extensão e do Programa de Extensão da Educação Superior na Pós-Graduação (Proext-PG).

Fonte: Assessoria de Imprensa da Feevale

Participe do grupo do Portal da Cidade no WhatsApp