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CRISE DO VÍRUS

Usaflex demite 15% dos funcionários, reduzindo 25% da produção diária

Dos 500 colaboradores, mais da metade estavam em contrato de experiência; outros 30% trabalhavam no turno da noite e os demais são de diversas áreas.

Postado em 20/03/2020 às 12:45

Unidade matriz em Igrejinha/RS (Foto: Marcelo Curia / Globo)

Em entrevista coletiva na tarde desta sexta-feira, 20, o CEO da Usaflex, Sergio Bocayuva, anunciou o corte de 15% da mão de obra da empresa, o que significa a demissão de 500 colaboradores.

A decisão acontece em meio à crise motivada pelo novo coronavírus e foi vista por Bocayuva como um movimento de antecipação a um cenário econômico que pode ficar ainda mais delicado. Segundo ele, a redução da mão de obra – focada especialmente no setor de produção – significa a redução de 25% da produção diária da empresa, que agora passará a ser de 18 mil pares de calçados por dia. Mais da metade dos colaboradores desligados estavam em contrato de experiência; outros 30% trabalhavam no turno da noite e os demais são de diversas áreas de produção.

O CEO da Usaflex antecipou ainda que o momento de crise do País deve resultar na queda de 40% do faturamento projetado pela empresa neste ano. As 15 lojas da Usaflex que seriam inauguradas em breve e, segundo Bocayuva, estavam quase prontas, também deixam de abrir. Já o e-commerce, desde domingo, apresenta redução de 30% nas vendas. "As pessoas estão extremamente preocupadas com seus empregos, com sua saúde, e não tem ambiente psicológico que faça com que elas saiam comprando", comentou.

Os demais colaboradores da empresa estão trabalhando de casa ou em férias coletivas por 30 dias, mas o CEO da empresa acredita que as unidades possam ficar paradas por mais tempo, dependendo de como a pandemia do coronavírus se comportar. Já os funcionários que foram desligados receberão, além dos direitos trabalhistas, duas cestas básicas. A promessa da empresa é de que todos serão recontratados assim que o cenário econômico melhorar.

CRISE

No entendimento de Sergio Bocayuva, o mercado deve ficar parado por pelo menos dois meses e meio. "Apesar de ter 750 mil pares de calçados em produção, a gente entendeu por bem parar e absorver este prejuízo e aí não houve outra saída que não fosse a equalização de fatores", explicou.

O CEO classificou a crise como grave e disse que retomada deve ser gradual e lenta. "Devemos estar voltando a trabalhar com nosso valor estimado para o ano apenas em novembro ou dezembro. Não esperamos que haja uma recuperação acelerada e muito menos que a gente venha a ter uma compensação nesta perda do e-commerce", projetou.

Para Bocayuva, quem sair desta crise estará fortalecido, embora a projeção dele seja de que o mercado tenha uma quebra de 30% das indústrias do setor. "E eu diria que, talvez, o número seja ainda superior de lojistas, especialmente multimarcas, que já vinham sofrendo graves crises de capital. O cenário grave, mas aqueles que sobreviverem vão ficar muito fortalecidos."

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