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77 ANOS DE HISTÓRIA

Calçados Bibi transforma cultura organizacional em estratégia para atravessar gerações

Com mais de 77 anos, companhia investe em talentos, lideranças e formação de jovens para o futuro do negócio.

Publicado em 28/08/2026 às 10:50
Atualizado em

(Foto: Divulgação / Bibi)

Em um mercado em constante transformação, manter a longevidade de uma empresa familiar exige mais do que atravessar diferentes ciclos econômicos, é preciso preservar a essência da marca e, ao mesmo tempo, acompanhar as mudanças do negócio e do consumidor. Essa é a trajetória da Calçados Bibi, pioneira no segmento de calçados infantis no Brasil, com mais de 77 anos de história. Na estratégia de governança da marca, a gestão de pessoas ocupa papel central e se consolida como um dos pilares para manter a empresa relevante e reconhecida ao longo das gerações, sendo referência em pés de crianças no País.

Sob o comando da terceira geração da família fundadora, a companhia vem combinando a preservação de sua cultura com uma estrutura de gestão cada vez mais profissionalizada. A estratégia inclui iniciativas de aproximação entre liderança e equipes, transparência sobre os resultados do negócio, reconhecimento de profissionais e programas de formação de jovens.

A empresa, que atualmente é a maior rede de calçados infantis da América Latina, mantém duas plantas fabris, localizadas em Parobé, no Rio Grande do Sul, e em Cruz das Almas, na Bahia, uma cadeia de 150 lojas franqueadas no Brasil e operações licenciadas na América Latina e África, além de atuar com multimarcas e exportação para todos os continentes. Nesse processo de expansão e transformação, a gestão de pessoas ganhou papel ainda mais estratégico. De acordo com Andrea Kohlrausch, neta do fundador da Calçados Bibi e atual presidente, os colaboradores estão entre os principais ativos de uma organização, sendo uma visão que se traduz em iniciativas voltadas à proximidade da liderança, transparência e reconhecimento.

Uma das iniciativas é o Café com o Presidente, encontro realizado mensalmente pela executiva com colaboradores de diferentes áreas da empresa. A ação cria um canal direto entre a alta liderança e as equipes, permitindo que profissionais de setores distintos e localidades tenham contato com a presidente e compartilhem percepções sobre o negócio.

A transparência também faz parte da rotina de gestão. Mensalmente, a Bibi compartilha com os colaboradores informações sobre os resultados financeiros da companhia, apresentando tanto o desempenho do período quanto o acumulado do ano. A prática busca aproximar os profissionais dos indicadores da empresa e reforçar a compreensão de que cada área contribui para os resultados da organização.

“Os nossos maiores ativos são as nossas pessoas. Desta forma, buscamos como estratégia transformar a cultura organizacional em uma vantagem competitiva, especialmente em uma companhia que atravessa gerações e precisa, ao mesmo tempo, preservar conhecimento e estimular novas competências”, revela a presidente.

Reconhecimento como ferramenta de retenção

A valorização dos profissionais também aparece em iniciativas destinadas a reconhecer diferentes momentos da trajetória dos colaboradores. O programa Celebra Bibi, por exemplo, homenageia aniversariantes semanalmente, enquanto funcionários que completam 5, 10, 20, 30 e 40 anos de empresa são reconhecidos pela trajetória construída dentro da organização.

A estratégia ganha relevância em um contexto em que organizações precisam lidar com novas expectativas dos profissionais em relação a desenvolvimento, pertencimento e propósito. “Para uma companhia com mais de sete décadas de história, preservar o conhecimento acumulado por colaboradores que acompanham diferentes ciclos do negócio representa também uma forma de manter viva a cultura organizacional”, afirma Andrea.

A Bibi ainda promove ações especiais em datas comemorativas, como Dia das Mães e Dia dos Pais, aproximando o ambiente corporativo de momentos importantes da vida dos funcionários. A proposta é fortalecer vínculos que ultrapassam a relação tradicional entre empresa e colaborador.

Formação de jovens conecta responsabilidade social e estratégia

Outro pilar da atuação da Calçados Bibi é a formação de novos profissionais. A Fábrica de Talentos, desenvolvida em parceria com o Senai nas unidades fabris é direcionada a jovens de 16 a 21 anos da rede pública de ensino. O programa combina formação técnica e experiência prática na indústria calçadista com conteúdos relacionados a cidadania, ética, desenvolvimento pessoal e integração à cultura empresarial. Desde sua criação, mais de 900 jovens já passaram pela iniciativa. A taxa média de efetivação é de 52%, chegando a 56% na unidade da Bahia e 46% no Rio Grande do Sul.

Além de contribuir para a entrada de jovens no mercado de trabalho, a iniciativa funciona como uma porta de entrada para a própria empresa, permitindo formar profissionais desde o início da carreira e desenvolver competências alinhadas às necessidades da indústria.

O movimento também acompanha uma característica da Bibi que é a preocupação em preparar a empresa não apenas para o presente, mas para sua continuidade. “Ao investir simultaneamente em sucessão, governança, formação e retenção, buscamos equilibrar o legado construído ao longo de 77 anos com as demandas de um mercado cada vez mais dinâmico”, diz a executiva.

A estratégia de profissionalização acompanha a evolução da própria estrutura da marca. Apesar de permanecer sob controle da família fundadora, a Bibi conta com mecanismos de governança, incluindo conselho consultivo, em uma tentativa de conciliar a proximidade característica dos negócios familiares com processos mais estruturados de gestão.

“Somos uma empresa que atravessou três gerações. Investir em inovação e expansão dependem de pessoas preparadas para levar o negócio adiante. Na Bibi, o investimento no capital humano começa antes mesmo da entrada do profissional na companhia e se estende ao longo de toda a sua trajetória. Muito mais do que formar colaboradores, buscamos construir uma equipe capaz de preservar o nosso legado, acompanhar as transformações do mercado e contribuir para os próximos capítulos da marca”, finaliza Andrea.

Sobre a Calçados Bibi  

Promover o desenvolvimento natural e saudável para o público de 0 a 9 anos é uma das premissas básicas da Calçados Bibi. A marca é pioneira e líder em desenvolver produtos a partir de pesquisas e estudos científicos. Conquistou reconhecimento do setor a partir do desenvolvimento dos calçados atóxicos, fisiológicos e da tecnologia da exclusiva palmilha Fisioflex Bibi, que proporciona a sensação de andar descalço. Com o propósito de fazer o bem para gerar boas lembranças, a Bibi, fundada em 1949 e referência no mercado de calçados infantis, visa o incentivo às práticas sustentáveis, o estímulo ao desenvolvimento saudável das gerações futuras, e o cumprimento das suas responsabilidades sociais para a construção de um mundo melhor. Com fábricas em Parobé (RS) e em Cruz das Almas (BA), produz mais de 2,6 milhões de pares/peças ao ano. Presente em todos os continentes, está em mais de 5 mil pontos de venda multimarcas, entre Brasil e outros países, além do e-commerce e de uma rede de franquias com mais de mais de 150 lojas. A empresa é a primeira calçadista certificada pelo Selo Diamante de Sustentabilidade, que atesta o compromisso com as iniciativas nos processos industriais, bem como o desenvolvimento de ações em sintonia com os pilares estabelecidos pelo programa de Origem Sustentável: Ambiental, Econômico, Cultural e Social. 

Fonte: DFREIRE Comunicação e Negócios

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