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LEITE COMPEN$ADO 13

Quinze denunciados pelo MPRS são condenados por fraude na produção em indústria de Taquara

O MPRS apurou a adulteração de leite UHT, leite em pó, compostos lácteos, soro e outros derivados produzidos em uma indústria localizada em Taquara.

Publicado em 13/10/2026 às 18:45
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(Foto: Divulgação / MPRS)

O esquema de fraude na produção de leite e derivados que levou à deflagração da Operação Leite Compen$ado 13, em 2024, chegou à fase de condenação na Justiça. Quinze denunciados pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) foram sentenciados a penas que variam de 1 ano e 6 meses a 13 anos e 4 meses de reclusão pelos delitos de associação criminosa e adulteração de produtos alimentícios. A investigação foi conduzida pelos promotores de Justiça Mauro Rockenbach e Alcindo Luz Bastos da Silva Filho.

O MPRS apurou a adulteração de leite UHT, leite em pó, compostos lácteos, soro e outros derivados produzidos em uma indústria localizada em Taquara. De acordo com as provas, eram utilizadas substâncias como soda cáustica e água oxigenada para mascarar alterações nos produtos, além do reaproveitamento de mercadorias vencidas e impróprias para consumo, da manutenção de depósitos clandestinos e da utilização de registros paralelos para ocultar irregularidades da fiscalização sanitária. Parte dos colaboradores teve benefícios previstos em acordos de colaboração premiada, conforme definido na sentença.

INVESTIGAÇÃO

A Operação Leite Compen$ado 13 marcou a retomada das ações do MPRS contra fraudes na cadeia leiteira após mais de sete anos da fase anterior. Durante a ofensiva, foram cumpridos mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão no Rio Grande do Sul e em São Paulo. As investigações identificaram, entre outras irregularidades, a utilização de soda cáustica e peróxido de hidrogênio para reduzir artificialmente a acidez de matérias-primas deterioradas, a reindustrialização de produtos vencidos, a adição de substâncias não autorizadas e a manutenção de mais de 800 toneladas de mercadorias armazenadas em depósitos clandestinos. Os fatos embasaram a denúncia oferecida pelo MPRS e as condenações reconhecidas pela Justiça.

Fonte: Assessoria de Imprensa do MPRS

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