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POLÍCIA CIVIL

Professor da rede municipal de Taquara é preso por suspeita de estupro de vulnerável

Docente de 63 anos é investigado por abusos contra alunos adolescentes, que eram convidados para um sítio em Três Coroas; ele estava afastado há 56 dias.

Publicado em 05/11/2026 às 14:55

(Foto: Reprodução / PC)

A Polícia Civil prendeu preventivamente, na tarde desta quinta-feira (5), um professor de 63 anos investigado pelo crime de estupro de vulnerável. O homem, que atuava como professor de Inglês em duas escolas da rede municipal de Taquara, é suspeito de se aproveitar da relação de confiança estabelecida com estudantes adolescentes para cometer abusos sexuais em um sítio de sua propriedade, localizado no município de Três Coroas.

A prisão foi realizada pela Delegacia de Polícia de Taquara, sob a coordenação do delegado Valeriano Garcia Neto, em cumprimento a um mandado expedido pela Vara Criminal da Comarca de Três Coroas.

Investigação aponta aproximação com alunos e abusos em sítio

De acordo com a Polícia Civil, o investigado utilizava sua condição de professor para se aproximar de adolescentes que frequentavam os anos finais do Ensino Fundamental, estabelecendo vínculos de confiança que, segundo a investigação, facilitavam a prática dos crimes.

Conforme apurado pelos investigadores, o homem costumava convidar estudantes para passar finais de semana em um sítio de sua propriedade, em Três Coroas. A justificativa apresentada era a realização de atividades rurais, nas quais os adolescentes supostamente prestariam auxílio.

Entretanto, segundo a Polícia Civil, os encontros eram utilizados pelo suspeito para cometer os abusos sexuais investigados.

A corporação não divulgou o número de possíveis vítimas, tampouco detalhes sobre suas identidades ou idades, visando preservar os adolescentes envolvidos.

Suspeito já havia sido investigado em 2016 e 2024

Outro aspecto destacado pela Polícia Civil é a existência de registros de investigações anteriores envolvendo o professor por fatos de natureza semelhante.

Segundo a instituição, o homem já havia sido investigado em 2016, pela Delegacia de Polícia de Tramandaí, e novamente em 2024, pela própria Delegacia de Polícia de Taquara.

Para os investigadores, esses antecedentes investigativos indicam possível reiteração de condutas criminosas e contribuíram para fundamentar a necessidade da prisão preventiva.

O comunicado policial não detalha os desfechos das investigações anteriores nem informa se houve denúncias formais ou condenações relacionadas àqueles procedimentos.

A ordem de prisão foi expedida pela Justiça com fundamento na garantia da ordem pública e na conveniência da instrução criminal, para resguardar o andamento das investigações e do processo.

Após o cumprimento do mandado e a realização dos procedimentos legais na delegacia, o professor foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanece à disposição do Poder Judiciário.

Prefeitura confirma afastamento desde 10 de setembro

Em posicionamento oficial, a Prefeitura de Taquara informou que o professor já estava afastado de suas atividades na rede municipal desde o dia 10 de setembro de 2026, após a administração tomar conhecimento da denúncia.

Segundo o Executivo, foram adotadas medidas administrativas preventivas, incluindo a instauração de um processo administrativo e o acompanhamento do caso pela direção escolar, pela Secretaria Municipal de Educação, Cultura e Esporte e pela Procuradoria-Geral do Município.

A administração municipal afirmou que o afastamento foi determinado como medida cautelar, priorizando a proteção e o bem-estar dos envolvidos enquanto os fatos eram apurados pelas autoridades competentes.

Com a prisão do servidor, a Prefeitura declarou que continuará colaborando com a investigação e adotando as providências administrativas necessárias, respeitando o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa.

O Município também ressaltou que não divulgará informações que possam identificar eventuais vítimas, considerando a gravidade das denúncias e a necessidade de preservar a integridade, a privacidade e a dignidade dos menores envolvidos.

Polícia Civil reforça importância das denúncias

A Polícia Civil destacou que informações sobre possíveis crimes sexuais contra crianças e adolescentes são fundamentais para a identificação de vítimas e a responsabilização dos envolvidos.

A Delegacia de Polícia de Taquara disponibiliza um canal específico para o recebimento de denúncias, com garantia de sigilo das informações encaminhadas.

Canal de denúncias — Polícia Civil de Taquara: WhatsApp: (51) 98443-3481

O caso segue sob investigação. A prisão preventiva é uma medida cautelar e não representa condenação definitiva do investigado, que tem direito à presunção de inocência e à ampla defesa.

Fonte: Delegacia de Polícia Civil de Taquara

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