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IMIGRAÇÃO ALEMÃ

Escritora lança livro que resgata a história de Igrejinha e os 180 anos da Imigração Alemã

Obra de Dalva Reinheimer foi lançada como parte da programação que celebra a trajetória da imigração alemã e da formação de Igrejinha.

Publicado em 08/10/2026 às 14:25
Atualizado em

(Foto: Divulgação / PMI)

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A história de uma comunidade construída ao longo de 180 anos ganhou um novo registro com o lançamento do livro de Dalva Reinheimer, que integrou a programação comemorativa dos 180 anos da Imigração Alemã em Igrejinha. A obra chega como uma oportunidade de preservar memórias, valorizar personagens e aproximar as novas gerações da trajetória que deu origem à comunidade e ajudou a formar a identidade de Igrejinha.

A celebração dos 180 anos remonta a 1846, quando teve início a Colônia Santa Maria do Mundo Novo, criada por Tristão Monteiro. A área da antiga colônia corresponde hoje aos municípios de Taquara, Igrejinha e Três Coroas, sendo a região de Igrejinha identificada historicamente como a Média Santa Maria. O rio Santa Maria, atual rio Paranhana, foi um dos elementos que orientaram a ocupação e a divisão dos lotes coloniais.

Os primeiros colonos chegaram em outubro de 1846 e começaram a ocupar a região, abrindo caminhos em meio à mata e percorrendo rios e arroios. A partir desse processo foi se formando a Média Santa Maria, que em menos de quatro décadas apresentaria características de vila, tendo como um dos grandes marcos de sua formação a construção da Igreja Evangélica de Confissão Luterana, em 1863.

O lançamento do livro acontece em um contexto no qual contar e preservar essa história ganha ainda mais significado. A colonização não foi marcada apenas pela chegada de imigrantes, mas pela construção de uma vida comunitária que deixou marcas profundas na cultura local. O idioma, a religiosidade, as escolas comunitárias, as sociedades de canto, o Kerb, a música, a gastronomia, a agricultura e o trabalho artesanal fizeram parte da formação social e cultural da região.

A vida comunitária também foi fundamental para o desenvolvimento da antiga colônia. As chamadas escolas comunitárias, as sociedades de canto e as diferentes formas de organização coletiva ajudaram a estruturar as comunidades. O Kerb, por exemplo, tornou-se uma celebração que reunia famílias e moradores em torno da fé, da música, da gastronomia e da convivência. Nesse percurso, o livro de Dalva se soma aos esforços de preservação dessa memória. O lançamento representa não apenas a apresentação de uma nova publicação, mas também um convite para revisitar histórias e compreender como experiências vividas no passado continuam presentes na identidade da comunidade.

Ao celebrar os 180 anos da Colônia Média Santa Maria, o lançamento da obra de Dalva reforça a importância de registrar, compartilhar e manter viva a memória de uma história construída por muitas mãos e por sucessivas gerações.

Fonte: Assessoria de Comunicação do Município de Igrejinha

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