LINHAS QUE UNEM
Projeto Bordando Caminhos transforma linhas em acolhimento para mães atípicas em Igrejinha
Os encontros estão sendo realizados na APAE de Igrejinha e as participantes recebem orientação técnica e carinhosa da oficineira Laura Eduarda Fassbinder.
Publicado em
06/08/2026 às 19:55
Atualizado em
Linhas que unem histórias e colorem sonhos começam a se entrelaçar em Igrejinha através do projeto “Bordando Caminhos”. A proposta oferece uma oficina de bordado livre destinada a mães de pessoas com deficiência. Mais do que ensinar uma técnica artesanal, a iniciativa pretende construir um espaço de acolhimento, troca de experiências e fortalecimento coletivo, onde cada participante possa compartilhar vivências, desenvolver sua criatividade e reconhecer o próprio potencial.
O “Bordando Caminhos” nasce da escuta da sua idealizadora, Laura Eduarda Fassbinder. Na sua vivência de voluntária no LEO e no Lions Clube, observava que chegavam pedidos de ajuda de mães de filhos com deficiência e que, pela dedicação exclusiva que a maternidade atípica às exigia, elas não conseguiam ingressar no mercado de trabalho. “São muitos casos assim. Então quando pensei no projeto para inscrever no edital, uni algo que eu gosto e que também é uma renda pra mim, que é o bordado. Além disso, é algo muito terapêutico, por fazer de forma manual e se expressar através da arte. É é uma coisa que faz muito sentido e eu quis poder vincular isso também a um público que eu acredito que pode se beneficiar disso também, porque eu imagino que essas mães, quando estão ali nos cuidados com seus filhos em casa, elas podem inserir o bordado também na sua rotina, que é algo que elas podem fazer conforme elas tiverem disponibilidade”, justifica.
Ao longo de cinco encontros presenciais, realizados na APAE de Igrejinha, as participantes terão acesso a todos os materiais necessários, orientação técnica e acompanhamento individualizado. O percurso começa pelo aprendizado dos principais pontos do bordado e avança até a criação de uma peça autoral, permitindo que cada mulher imprima sua identidade em cada trabalho.
Todo o material que será utilizado nas oficinas está sendo fornecido pela oficineira, através do valor recebido no edital da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura em Igrejinha. Ao final, as que concluírem o curso, vão receber um kit completo para que elas possam seguir com a prática. “Mesmo que elas não queiram usar como um tipo de geração de renda, sei que vai ser um momento de muito acolhimento de muita troca porque são mães que têm realidades muito parecidas. Estou muito animada para que dê certo, para que elas gostem e para que eu possa contribuir de alguma forma com suas realidades”, projeta.
O encerramento será marcado por uma exposição aberta à comunidade, reunindo os trabalhos produzidos durante a oficina. A mostra será também um momento de reconhecimento das trajetórias dessas mulheres, valorizando histórias que, muitas vezes, permanecem invisíveis no cotidiano.
Fonte: Jornalista Lidiani Lehnen
Participe do grupo do Portal da Cidade no WhatsApp
Participe do canal do Portal da Cidade no Telegram
Notícias relacionadas
CRM de Taquara registra 138 encaminhamentos com medidas protetivas em 2026
06/08/2026 às 16:10
Prêmio na área esportiva concedido pela Câmara de Igrejinha se chamará Carlos Alberto Werb
06/08/2026 às 12:05
Parobé promove Intensivo de Primeiros Socorros com simulação de acidente neste sábado (8)
06/08/2026 às 07:30
Ponte entre Taquara e Parobé volta a ser interditada a partir desta quinta-feira (6)
05/08/2026 às 18:20
Taquara abre seleção de famílias para acolhimento temporário de crianças e adolescentes
05/08/2026 às 11:45
Mais de 200 alunos iniciam cursos gratuitos de qualificação profissional em Parobé
05/08/2026 às 11:30