MANIFESTAÇÃO OFICIAL
Prefeitura de Igrejinha nega irregularidades e atribui mancha no rio a limpeza pluvial
Após denúncia, Executivo afirma que situação registrada em imagens é resultado de hidrojateamento do sistema; caso segue sob análise de órgãos competentes.
Publicado em
31/03/2026 às 23:00
Atualizado em
A denúncia de possível crime ambiental nas dependências da Secretaria de Obras de Igrejinha, feita pelo vereador Eliton Freitag (MDB), ganhou um novo desdobramento após manifestação oficial da Prefeitura.
O caso teve início na última sexta-feira (27), quando o parlamentar realizou uma vistoria no local após receber informações sobre uma possível irregularidade. Durante a inspeção, foram observados resíduos com aspecto oleoso, coloração escura e odor característico de óleo e graxa nas proximidades de um ponto de escoamento.
Imagens registradas por drone também indicaram a presença de uma mancha no Rio Paranhana, nas imediações, levantando suspeita de possível contaminação hídrica. Diante dos indícios, o vereador encaminhou a situação para a FEPAM, Polícia Ambiental e Ministério Público do Rio Grande do Sul, solicitando apuração técnica.
Segundo Freitag, embora exista um sistema de contenção por caixa separadora de resíduos, há indícios de que o equipamento possa não estar operando de forma adequada.
“Nossa iniciativa tem como objetivo garantir a correta apuração dos fatos e a preservação ambiental”, afirmou.
Prefeitura nega irregularidade
Em nota oficial divulgada nesta terça-feira (31), a Prefeitura de Igrejinha contestou a interpretação dos fatos e afirmou que não há qualquer irregularidade ambiental no local.
De acordo com o Executivo, a rampa de lavagem de veículos da Secretaria de Obras possui caixas separadoras de água e óleo, além do uso de produtos biodegradáveis. Os resíduos provenientes de troca de óleo, conforme a nota, são recolhidos por empresa especializada e licenciada.
A administração também informou que o vereador teve acesso completo às dependências durante a vistoria e que os procedimentos foram apresentados no local.
Mancha seria resultado de limpeza
Ainda conforme a Prefeitura, as imagens que mostram a mancha no rio foram interpretadas de forma equivocada.
O Executivo sustenta que o material registrado corresponde a um procedimento pontual de hidrojateamento para desobstrução do sistema pluvial — פעולה que vem sendo intensificada após episódios recentes de enchentes.
Segundo a nota, o acúmulo observado seria formado por sedimentos como terra, lodo e matéria orgânica, e não por substâncias contaminantes.
Sistema pode ser ampliado
A Prefeitura também reconheceu que, com o aumento da frota de veículos das secretarias, há necessidade de ampliação da capacidade das caixas separadoras, informando que medidas já estão em andamento para atualização do sistema.
Ao final, o Executivo lamentou o que classificou como omissão de informações verificadas presencialmente e reafirmou o compromisso com o cumprimento das normas ambientais.
Caso segue em apuração
Apesar das explicações apresentadas pela Prefeitura, o caso segue sob análise dos órgãos competentes, que deverão realizar vistoria técnica e, se necessário, coleta de amostras para determinar a natureza do material observado.

Fonte: Portal da Cidade Igrejinha
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