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ENCONTRO NACIONAL

Sindicato dos Sapateiros de Parobé participa da Plenária Nacional dos 80 anos da CNTI

Dirigentes representaram a entidade em encontro nacional, que debateu os desafios atuais e futuros do mundo do trabalho.

Publicado em 21/09/2026 às 12:35
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Equipe do Sindicato dos Sapateiros de Parobé marcou presença no evento que reuniu dirigentes de todo o Brasil. (Foto: Eduarda Rocha / Sindicato dos Sapateiros de Parobé)

Sindicato de Parobé levou exemplos de mobilizações e conquistas no âmbito do município para outras entidades de diferentes regiões brasileiras. (Foto: Eduarda Rocha / Sindicato dos Sapateiros de Parobé)

Atual presidente da CNTI, José Reginaldo Inácio, aposta em um momento de renovação das pautas nacional pela valorização dos trabalhadores. (Foto: Eduarda Rocha / Sindicato dos Sapateiros de Parobé)

Plenária debateu principais temas que estão em foco nas mobilizações do movimento sindical da atualidade. (Foto: Eduarda Rocha / Sindicato dos Sapateiros de Parobé)

João Pires atua também como Secretário Regional da Região Sul da CNTI. (Foto: Eduarda Rocha / Sindicato dos Sapateiros de Parobé)

O Sindicato dos Sapateiros de Parobé esteve representado na Plenária Nacional CNTI 80 Anos, realizada entre os dias 14 e 18 de setembro, em Luziânia (GO). Durante toda a semana, o presidente da entidade, João Pires, e o segundo vice-presidente, Gaspar de Mello Nehering, participaram da programação que reuniu dirigentes sindicais de diferentes regiões do Brasil para debates, formação e construção coletiva sobre os principais desafios enfrentados pelos trabalhadores da indústria.

Promovida pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria (CNTI), a plenária marcou as oito décadas de atuação da entidade e foi realizada no Centro Técnico Educacional (CTE) /Instituto de Educação e Trabalho José Calixto Ramos. Segundo o presidente da Confederação, José Reginaldo Inácio, o encontro foi organizado como espaço de diálogo e integração entre as entidades do setor industrial. "Buscamos promover um espaço após um hiato de 10 anos, com o objetivo de debater as transformações do mundo do trabalho e estratégias para a atuação sindical, principalmente neste momento tão importante de mudanças estruturais no mundo do trabalho no Brasil e em toda a América Latina", destacou Inácio. 

A participação de Parobé também reforçou a presença do município dentro da organização sindical nacional. Além de presidir o Sindicato dos Sapateiros, João Pires é o secretário da Região Sul da CNTI, responsável pela representação que abrange Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Em junho deste ano, ele também coordenou o Encontro Regional CNTI Sul, realizado em Porto Alegre.

“Participar de uma plenária nacional como essa significa sair daqui levando a realidade dos nossos trabalhadores, mas também voltar com mais conhecimento e instrumentos para a nossa atuação. As mudanças no mundo do trabalho chegam até o chão de fábrica e o Sindicato precisa estar preparado para compreender essas transformações, antecipar problemas e defender os direitos da categoria”, afirmou o presidente.

Indústria, direitos e novas transformações do trabalho

A programação também colocou em debate temas diretamente relacionados ao cotidiano dos trabalhadores industriais. No primeiro dia de discussões, em 15 de setembro, a plenária abordou conjuntura nacional, agenda sindical, eleições de 2026, Nova Indústria Brasil e o papel do trabalhador industriário, além de gênero, juventude e renovação das entidades sindicais.

O debate sobre a Nova Indústria Brasil discutiu, entre outros pontos, reindustrialização, incorporação de novas tecnologias, qualificação profissional e a necessidade de que ganhos de produtividade estejam associados à valorização dos trabalhadores. O diretor da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Randal Farah, participou do painel e defendeu que modernização da indústria, tecnologia e preparação profissional precisam caminhar juntas.

A abertura também contou com a participação de autoridades como a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, e o então ministro interino do Trabalho e Emprego, Francisco Macena. A programação tratou ainda de participação das mulheres e dos jovens no sindicalismo, desenvolvimento industrial e mudanças nas relações de trabalho.

Formação sindical e saúde do trabalhador entre os destaques

No segundo dia, um dos principais debates foi “Formação Sindical e os Impactos na Realidade Socioeconômica Brasileira”. A discussão abordou a preparação de lideranças, educação popular, relações de poder e a importância de dirigentes sindicais dominarem informações históricas, sociais e econômicas para qualificar sua atuação junto aos trabalhadores.

A programação avançou ainda sobre temas especialmente presentes nas relações de trabalho atuais: saúde mental, riscos psicossociais, assédio, jornadas excessivas, precarização, terceirização, pejotização, contrato intermitente, proteção previdenciária e segurança nos ambientes de trabalho. Também foram realizados trabalhos em grupo, nos quais os integrantes do sindicato parobeense puderam trocar experiências e aprofundar as questões apresentadas nas mesas.

Para o segundo vice-presidente do Sindicato, Gaspar de Mello Nehering, a troca de experiências com dirigentes de diferentes regiões ajuda a ampliar a visão sobre problemas que também atingem os trabalhadores de Parobé.

“Quando sentamos com dirigentes de várias partes do Brasil, percebemos que muitos desafios são comuns: saúde no trabalho, pressão por produtividade, novas tecnologias e mudanças nas formas de contratação. Essa troca é importante porque traz experiências e conhecimento que podem ser aplicados também na nossa realidade, dentro das fábricas de Parobé”, destacou Gaspar.

Inteligência Artificial e futuro da indústria em foco

A agenda da plenária também reservou espaço para temas que devem provocar mudanças cada vez maiores no setor industrial. Na programação, os participantes debateram Direito e Sustentação Sindical, transição energética e ecológica e os impactos das novas tecnologias e da Inteligência Artificial no processo produtivo industrial.

Já o painel sobre tecnologia, a proposta foi discutir desde a automação e a chamada Indústria 4.0 até regulação da Inteligência Artificial, desemprego estrutural, direito à desconexão e os impactos sociais e jurídicos dessas transformações. O documento oficial da plenária aponta justamente a necessidade de preparar o sindicalismo industrial para participar das discussões sobre a Nova Indústria Brasil e as mudanças provocadas pela tecnologia.

Segundo João Pires, acompanhar essas discussões é uma forma de preparar a entidade para questões que tendem a aparecer cada vez mais nas negociações e no cotidiano das empresas.

“O Sindicato não pode olhar apenas para o problema que já chegou. Precisamos também olhar para o que vem pela frente. Inteligência Artificial, automação, novas formas de contratação e mudanças na indústria já estão transformando o trabalho. Quanto mais preparados estivermos, melhores serão as condições para representar e orientar os trabalhadores”, acrescentou. 

Além dos debates, a programação dos 80 anos da CNTI incluiu a inauguração de uma usina fotovoltaica e do Centro de Experimentação com Remineralizadores e Agroecologia Socioprodutiva (CERAS), iniciativas apresentadas pela entidade dentro das discussões sobre sustentabilidade, inovação e transição energética.

Ao final das atividades temáticas, a programação previa a apresentação das deliberações construídas durante os grupos e a leitura e aprovação da Carta de Luziânia, documento destinado a reunir encaminhamentos da Plenária Nacional CNTI 80 Anos.

Fonte: Assessoria de Imprensa do Município de Parobé

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