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BORDANDO CAMINHOS

Projeto “Bordando Caminhos” encerra com exposição coletiva e celebra resultados obtidos

Projeto coordenado pela oficineira Laura Fassbinder ofereceu autonomia e acolhimento para mães atípicas de Igrejinha em oficinas de bordado.

Publicado em 17/09/2026 às 19:40
Atualizado em

(Foto: Lidiani Lehnen)

(Foto: Lidiani Lehnen)

(Foto: Lidiani Lehnen)

Sonhos e histórias unidos com cores e diferentes pontos marcaram o encerramento do projeto “Bordando Caminhos”, em Igrejinha, no último sábado (12). A exposição dos trabalhos realizados e a entrega de certificados marcaram a finalização da ação, que contou com cinco oficinas de bordado livre realizadas com mães atípicas. Os encontros foram realizados na Apae de Igrejinha, e o encerramento, que reuniu autoridades e convidados das alunas, aconteceu na Casa do Artesão, no Centro de Igrejinha.

Ao longo dos encontros presenciais, a oficineira Laura Fassbinder ensinou e provocou as participantes a mergulharem no universo do bordado e das artes. Elas receberam todos os materiais necessários, orientação técnica e acompanhamento individualizado. O processo de aprendizado iniciou pelos principais pontos do bordado e avançou até a criação de uma peça autoral, permitindo que cada mulher imprimisse sua identidade nas obras.

Laura destaca que foi incrível acompanhar a trajetória dessas mães. “Elas fizeram muita arte durante esse caminho. Eu pude ensinar técnicas de bordado livre, foram nove pontos desenvolvidos. E também elas puderam fazer bordados autorais. A ideia inicial era que cada uma pudesse fazer um, mas várias se empolgaram, gostaram muito dessa manualidade e fizeram vários. Estou muito realizada por ter podido proporcionar esse encontro com a arte e espero que elas possam seguir fazendo isso que, para mim, é tão terapêutico”, celebra.

O projeto foi realizado por meio do edital da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura em Igrejinha, permitindo a realização das oficinas gratuitas e a doação dos materiais utilizados nas aulas, além de um kit completo entregue ao final para que elas possam seguir com a prática.

Aprendizado, conexões e possibilidades

Os cinco encontros oportunizaram o ensino e o aprendizado do bordado, mas foram muito além disso. Foram momentos de trocas, descobertas, encontros e conexões entre mulheres que, por meio da arte, puderam também se descobrir.

A aluna Cledilce Danielle Duarte lembra que a mãe era artesã e sempre quis ensinar, mas ela deixava para depois. “Foi uma experiência muito legal. Nem acreditei que ia conseguir. Foi muito legal também conhecer novas pessoas. A Laura, com muita paciência, explicou muito bem e muitas vezes, quantas vezes a gente precisava. Se minha mãe ainda estivesse aqui, ela estaria orgulhosa porque eu consegui”, declara.

Rosinha Ferreira conta que tinha curiosidade, mas não sabia bordar, e celebra o convívio entre todas como um ponto alto da oficina. “Poder dividir a nossa história com as outras mães e aprender bordado foi maravilhoso. Eu achei superimportante, foi uma convivência muito boa, uma convivência muito especial. Eu aprendi muito e gostei de bordar. Quero continuar e poder fazer da minha fonte de renda, talvez”, projeta.

Fonte: Jornalista Lidiani Lehnen

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