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POSSÍVEL ESTELIONATO

Fotógrafo de Igrejinha é investigado por suposta aplicação de golpes em clientes

Profissional, que tem acusações em pelo menos dez cidades da região, alega inocência afirmando ter assumido muitos compromissos e não poder cumpri-los.

Publicado em 22/11/2022 às 07:50

(Foto: Reprodução / Pexels)

A Polícia Civil iniciou investigação contra um fotógrafo da cidade de Igrejinha, suspeito de ter aplicado golpes em clientes de diversas cidades da região. O profissional, de 29 anos, que tem acusações em pelo menos dez cidades dos vales do Paranhana e Sinos e região metropolitana, teria sido contratado para festas de casamento e de debutantes, prometendo entregar o material posteriormente, o que não aconteceu.

Atraídas pelo preço abaixo do mercado, e pela “promoção” que exigia o pagamento à vista, as vítimas alegam estar aguardando há muito tempo (algumas há mais de um ano) para receberem o material contratado.

Há mais de um ano, a moradora de Taquara, Josiana Ritter, de 34 anos, contratou serviço de foto e vídeo para a festa de debutante da filha, pagou adiantado e ainda não recebeu o material. "Planejamos e trabalhamos duro para fazer do jeito que ela sonhou, mas ficamos sem o registro desses momentos especiais. É um sentimento de muita frustração e tristeza”. Josiana e pelo menos outros 34 clientes, de várias cidades, denunciam uma empresa de Igrejinha por suposto golpe.

"Hoje eu estou lutando para que mais ninguém seja enganado por ele, porque isso mexe com o sentimento das pessoas. Minha filha lembra da festa com tristeza e decepção. Era pra ter sido um dia especial. Chorou muito, pois as amigas pediam os registros e ela não tinha". A taquarense conta que pagou R$ 950 pelo serviço, quatro meses antes da festa, realizada em 6 de novembro de 2021.

Em Igrejinha, conforme o delegado Gustavo Bermudes Menegazzo da Rocha, são quatro inquéritos de estelionato em andamento contra o fotógrafo. "O suspeito alega que assumiu muitos compromissos e não conseguiu dar conta", declara o delegado. O boletim de ocorrência feito por Josiana ainda não virou inquérito, assim como a maioria dos outros registros.

Além da Delegacia de Polícia Civil de Igrejinha, há registros ainda em delegacias de Novo Hamburgo, Campo Bom, Parobé, Canoas, Tramandaí, Gravataí, Porto Alegre e Nova Santa Rita, entre outras cidades. As vítimas criaram grupo no WhatsApp, que conta com 35 membros.

"Desculpas furadas"

"Achei estranho já no dia do ensaio, ao ter que buscá-lo, porque disse que não tinha como ir. No dia da festa, alegou que tinha outro evento e mandou três pessoas dizendo que eram da equipe dele, mas elas afirmaram que tinham sido contratadas por ele. Elas se recusaram a ficar até o fim, ao contrário do que havíamos acordado. Um mês depois comecei a cobrar o material e até hoje ele só enrola com desculpas furadas. Chegou a pedir indicação de agiota para poder devolver meu dinheiro. Tenho todos os documentos e provas".

"Promoção" exigia pagamento à vista

Enquanto alegava os mais diferentes motivos para não entregar o serviço, o fotógrafo continuava atrair novos clientes por meio de "promoções" em redes sociai. Apesar da exigência de pagamento à vista na assinatura do contrato, famílias de baixa renda foram cativadas pelo preço abaixo do mercado em pacotes audiovisuais de casamentos e festas de debutantes. Era o sonho de uma produção profissional para ficar de lembrança da data especial.

"Pretendia dar de presente para minha afilhada para os seus 15 anos no próximo dia 10 de dezembro. Esse dinheiro é do meu trabalho com artesanato. Estamos preparando a festa da minha sobrinha com muito esforço", relata a moradora de Canoas Carin Lamerão, de 43 anos. Segundo ela, recebeu respostas grosseiras do fotógrafo quando o cobrou por ter desmarcado dois ensaios e pediu o dinheiro de volta.

Conforme as investigações, o profissional (dono da empresa), que contratou um advogado na última segunda-feira (21), alega ter assumido muitos compromissos e não ter conseguido concluir a entrega de todos os ensaios, além de estar enfrentando problemas financeiros. O escritório de advocacia está aguardando ter acesso aos inquéritos para se manifestar a respeito do caso.

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