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ARTIGO

União de esforços pelo transplante de medula

Considerado o terceiro tipo mais realizado desse procedimento no Brasil, o tratamento substitui o tecido doente por células saudáveis do próprio paciente.

Postado em 02/10/2019 às 09:15 |

Dra. Claudia Caceres Astigarraga (Foto: Divulgação/Hospital Moinhos de Vento)

Todos os anos, centenas de vidas são salvas graças ao transplante de medula óssea (TMO). Considerado o terceiro tipo mais realizado desse procedimento no Brasil, o tratamento substitui o tecido doente por células saudáveis do próprio paciente ou de um doador. E, com isso, são tratadas graves enfermidades, como a leucemia e linfomas.

Inteiramente coberto pelo Sistema Único de Saúde (SUS), esse transplante é um desafio para as instituições de saúde em função de seu alto custo e complexidade. São necessárias estruturas físicas adequadas e equipes multidisciplinares treinadas e especializadas, capazes não apenas de lidar com o procedimento, mas com os diferentes tipos de TMOs.

Diante desse cenário, foi criado o projeto Mais TMO. Realizada pelo Hospital Moinhos de Vento por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS (PROADI-SUS), do Ministério da Saúde, a iniciativa qualifica os processos de transplante de medula no sistema público. O trabalho envolve estudos de avaliação econômica para compreender os custos operacionais do tratamento, produção de materiais de apoio para tomada de decisão e capacitação das equipes SUS vinculadas ao transplante.

Em parceria com o Hospital de Clínicas de Porto Alegre, o Moinhos realizou 28 transplantes desde dezembro de 2016. Na instituição, os pacientes foram acompanhados por um amplo período – da avaliação ambulatorial até cem dias após o TMO. Além disso, o programa promoveu quatro cursos de capacitação para dezenas de profissionais do SUS na região Sul. As experiências em aula e os procedimentos resultaram em manuais para o manejo dos transplantados, bem como protocolos de atenção e avaliação disponibilizados ao Ministério da Saúde.

Somadas aos estudos econômicos, as iniciativas auxiliarão na qualificação a médio e longo prazo do programa de TMO. Também ajudarão na definição de políticas e investimentos para ampliar o acesso desse transplante à população. Notícias positivas que permitirão maior qualidade e menor espera para os pacientes de todo o Estado e do país.

Dra. Claudia Caceres Astigarraga | Hematologista | Porto Alegre/RS

Sobre a Autora

Coordenadora da Unidade de Internação Onco-Hematológica do Hospital Moinhos de Vento.

Dra. Claudia Caceres Astigarraga | Hematologista | Porto Alegre/RS

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